segunda-feira, 23 de março de 2026

Mostra Os Melhores do Oscar 2026 no CCSP

 


De 24/03 a 05/04
Centro Cultural São Paulo (CCSP)
Sala Spcine – Lima Barreto
Classificação indicativa em cada filme
Entrada franca
Retirada de ingressos 1 hora antes de cada sessão

2025 e 2026 foram, e são, anos emblemáticos para o cinema brasileiro, que conquistou prêmios expressivos nos maiores festivais de cinema do mundo. Porém, o Oscar ainda é o prêmio internacional que movimenta as pessoas e estimula aquele sentimento ufanista que estamos acostumados a ver em esportes nacionais. Se o Oscar não é o maior festival do mundo, se comparado a outros com programas maiores de filmes, ele é, certamente, o mais popular. E 2025 foi o ano em que o Brasil recebeu a sua primeira estatueta, com o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro para Ainda Estou Aqui, de Walter Salles. E agora, novamente, estamos com 04 indicações para o Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho.

Com dois anos consecutivos de sucesso, o Cinema no Brasil está ganhando envergadura de esporte popular, sendo o Oscar, o equivalente à Copa do Mundo. Estamos assistindo à possibilidade de um Brasil ligado e unido para festejar mais uma conquista, caso o Brasil saia vencedor novamente.

A Mostra Os Melhores do Oscar 2026, produzida pelo Centro Cultural São Paulo e Spcine, vai exibir os melhores filmes indicados ao festival logo após a premiação, para quem não conseguiu ver no cinema, tenha uma segunda chance de conferir os filmes desta temporada, da melhor maneira possível, numa sala de cinema.

P r o g r a m a ç ã o:

Terça-feira – Dia 24 de março
16h00 – O Agente Secreto
19h15 – Bugonia

Quarta-feira – Dia 25 de março
17h00 – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
19h45 – A Voz de Hind Rajab

Quinta-feira – Dia 26 de março
16h00 – A Hora do Mal
18h50 – Uma Batalha Após a Outra

Sexta-feira – Dia 27 de março
16h00 – Foi Apenas um Acidente
19h15 – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Sábado – Dia 28 de março
16h00 – O Agente Secreto
19h30 – Se Eu tivesse Pernas, Eu te chutaria

Domingo – Dia 29 de março
16h00 – Bugonia
19h00 – Foi Apenas um Acidente

Terça-feira – Dia 31 de março
16h00 – Pecadores
19h30 – A Hora do Mal

Quarta-feira – Dia 1 de abril
16h00 – Se Eu tivesse Pernas, Eu te chutaria
19h45 – A Voz de Hind Rajab

Quinta-feira – Dia 2 de abril
17h00 – Arco
19h00 – Pecadores

Sexta-feira – Dia 3 de abril
16h00 – Valor Sentimental
19h00 – Marty Supreme

Sábado – Dia 4 de abril
16h00 – Marty Supreme
19h30 – Arco (Sessão Vergueiro ao Ar Livre – Ingressos 2h antes da sessão)

Domingo – Dia 5 de abril
16h00 – Uma Batalha Após a Outra
19h15 – Valor Sentimental

F i l m e s:
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
Brasil, 2024, 158 min, DCP, 16 anos
Com Wagner Moura, Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone
Sinopse: No Brasil de 1977, Marcelo, um especialista em tecnologia, foge de um passado violento e retorna a Recife em busca de paz, mas descobre que a cidade esconde segredos e perigos enquanto tenta proteger seu filho em meio ao clima opressivo da época.

Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson
One Battle After Another, EUA, 2024, 170 min, DCP, 16 anos
Com Leonardo DiCaprio, Regina Hall, Sean Penn
Sinopse: Bob Ferguson, um ex-revolucionário, é forçado a retomar sua antiga vida combativa quando seu arqui-inimigo ressurge após 16 anos e sequestra sua filha, reunindo antigos camaradas para enfrentar um desafio implacável em meio a ação, comédia e crítica social.

Bugonia, de Yorgos Lanthimos
EUA / Reino Unido, 2024, 142 min, DCP, 16 anos
Com Emma Stone, Jesse Plemons, Alicia Silverstone
Sinopse: Dois jovens obcecados por teorias conspiratórias sequestram uma executiva com a crença de que ela é uma alienígena empenhada em destruir o planeta, resultando em uma comédia sombria de controle, paranoia e confronto social.

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, de Chloé Zhao
EUA / Reino Unido, 2024, 130 min, DCP, 12 anos
Com Jessie Buckley, Paul Mescal, Emily Watson
Sinopse: Uma adaptação da obra que reimagina a vida da família de William Shakespeare após a morte de seu filho Hamnet, explorando amor, perda e criatividade em um retrato humano e emocional.

Pecadores, de Ryan Coogler (foto)
Sinners, EUA, 2024, 145 min, DCP, 16 anos
Com Michael B. Jordan, Hailee Steinfeld, Delroy Lindo
Sinopse: O retorno de um homem à sua cidade natal reacende feridas ligadas à violência, à fé e à culpa. Um drama intenso que combina crítica social e tragédia moral.

Marty Supreme, de Josh Safdie
EUA, 2024, 140 min, DCP, 16 anos
Com Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Tyler Perry
Sinopse: Inspirado em uma figura lendária do esporte, o filme acompanha a ascensão obsessiva de um jovem disposto a tudo pela vitória. Um retrato vertiginoso sobre ambição, ego e autodestruição.

Valor Sentimental, de Joachim Trier
Sentimental Value, Noruega, 2024, 135 min, DCP, 14 anos
Com Renate Reinsve, Stellan Skarsgård, Inga Ibsdotter Lilleaas
Sinopse: O reencontro de uma família expõe silêncios, ressentimentos e afetos mal resolvidos. Um drama delicado sobre herança emocional, memória e reconciliação.

Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi
Irã, 2023, 100 min, DCP, 14 anos
Com Vahid Mobasseri, Ebrahim Azizi, Setareh Maleki
Sinopse: Um acontecimento banal desencadeia uma sucessão de situações que revelam mecanismos de controle e opressão social. Um filme austero e irônico sobre o absurdo do cotidiano sob vigilância.

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, de Mary Bronstein
EUA, 2024, 110 min, DCP, 16 anos
Com Rose Byrne, Conan O’Brien, Danielle Macdonald
Sinopse: Uma mulher à beira do colapso confronta relações abusivas e expectativas sufocantes. Um retrato ácido da raiva feminina, da maternidade e da busca por autonomia.

Arco, de Ugo Bienvenu
França, 2024, 85 min, DCP, livre
Animação – vozes de Swann Arlaud, Alma Jodorowsky, Denis Podalydès
Sinopse: Em um futuro distópico e silencioso, um jovem mensageiro parte em uma jornada através de paisagens urbanas decadentes e florestas digitais para entregar uma misteriosa carga. Em seu caminho, ele encontra fragmentos de memórias humanas e deve decidir entre cumprir sua missão ou buscar um novo sentido para sua existência.

A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania
Tunísia / França, 2024, 105 min, DCP, 14 anos
Com Amer Hlehel, Clara Khoury, Motaz Malhees
Sinopse: Em uma noite de terror em Gaza, o que começa como uma chamada de emergência para o departamento humanitário se transforma em uma luta desesperada pela vida de uma criança palestina de apenas 6 anos. O filme acompanha a agonizante tentativa dos voluntários da Cruz Vermelha de resgatar Hind Rajab, presa sob fogo cruzado dentro de um carro. Em permanente contato telefônico com a menina, cuja voz no filme é real, eles enfrentam o desafio de coordenar uma operação de resgate em um ambiente de violência implacável. Leão de Prata – Grande Prêmio do Júri em Veneza 2025.

A Hora do Mal, de Zach Cregger
Weapons, 2025, EUA, 128 min, 18 anos, DCP
Elenco: Josh Brolin, Julia Garner, Alden Ehrenreich, Benedict Wong, Amy Madigan
Sinopse: Quando todas as crianças de uma mesma sala desaparecem misteriosamente na mesma noite — exceto uma — a comunidade entra em colapso. À medida que professores, pais e autoridades tentam entender o ocorrido, segredos sombrios vêm à tona, revelando uma teia de horror interligada que desafia explicações racionais.

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 - entre metrô Paraíso e Vergueiro
CEP 01504-000 – São Paulo – SP



quarta-feira, 4 de março de 2026

Retrospectiva: "O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror" no CCBB SP



Uma mostra inédita dedicada a Sarah Moldoror, considerada uma das primeiras cineastas negras a filmar na África e por extensão a Mãe do Cinema Africano, acontece no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP), de 21 de fevereiro a 22 de março. Com entrada gratuita, a retrospectiva traz curtas e longas-metragens, que destacam o papel da cineasta franco-guadalupense na história dos cinemas negros e de mulheres.

Nascida na França, filha de pai guadalupense, Sarah Maldoror (1929-2020) foi uma figura central do cinema anticolonial. A cineasta construiu uma filmografia de mais de quarenta títulos que documentam e ficcionalizam as frentes de libertação em angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde, além de tratarem de temas como a imigração, o engajamento político e o pensamento decolonial. Sua estética diferencia-se por fundir o rigor político á sensibilidade poética, dslocando o olhor para a subjetividade humana e, fundamentalmente, para o protagonismo feminino nas insurgências africanas.

Com curadoria conjunta de Lúcia Monteiro, Izabel de Fátima Cruz Melo e Letícia Santinon, a retrospectiva "O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror" no CCBB SP pode ser considerada uma das mais completas já realizadas sobre a cineasta no país. Sua programação conta com 34 obras, sendo 19 dirigidas por Sarah Maldoror e outras 15 assinadas por diferentes realizadores.

Serviço:
21 de fevereiro a 22 de março de 2026
Local: Cinema - 1º Andar
Classificação indicativa de acordo com o filme
Entrada Gratuita: Ingressos serão liberados às 9h da manhã para todos os eventos do dia na bilheteria do CCBB e em bb.com.br/cultura


Programação:
21/02 (sábado)
16h30 – Sessão de Abertura | Sambizanga, 97min (comentada por Henda Ducados)


22/02 (domingo)
14h30 – Monangambééé + Alma no olho, 29min (com participação de Henda Ducados)
17h – Sessão Carnaval (Fogo, uma ilha em chamas + Carnaval no Sahel + Em Bissau, o carnaval), 80min


23/02 (segunda)
17h30 - Prefácio a Fuzis para Banta, 28min (comentada por Lúcia Monteiro e Henda Ducados)
19h – Sessão Poesia em Movimento (Louis Aragon, uma máscara em Paris + René Depestre, poeta haitiano + Léon G. Damas), 50min


25/02 (quarta)
17h - Aimé Césaire, um homem, uma terra, 52min (comentada por Rita Chaves)


26/02 (quinta)
18h – Cais, 70min (sessão seguida de apresentação de Safira Moreira)


27/02 (sexta)
17h - E os cães se calavam + Aimé Césaire, a máscara das palavras, 60min (comentada por Annouchka de Andrade)
19h - Leitura dramática de roteiro inédito da Sarah Maldoror, por Safira Moreira, 60min.


28/02 (sábado)
14h - O Hospital de Leningrado, 58min (conversa com Annouchka sobre roteiros de Sarah Maldoror)
16h – Sambizanga, 97min (comentada por Annouchka de Andrade)


01/03 (domingo)
14h30 - Sem Sol, 140min
16h30 – Sessão Sarah assistente: Elas + O Legado da Coruja, 48min


02/03 (segunda)
15h30 – Sessão Retratos de Mulheres, Retratos da Negritude (Abertura do Teatro Negro em Paris + Retrato de uma mulher africana + Christiane Diop + Primeiro Encontro Internacional das Mulheres Negras + Assia Djebar + Ana Mercedes Hoyos – Pintora + Louis Aragon – Uma máscara em Paris), 56min.
17h – Ôrí, 100min (debate com Raquel Gerber e Annouchka de Andrade)


04/03 (quarta)
18h – Monangambée + Alma no olho, 29min


05/03 (quinta)
16h - Sessão Carnaval (Fogo, uma Ilha em Chamas + Carnaval no Sahel + Em Bissau, o Carnaval - três curtas de Sarah Maldoror), 80min
17h45 - A Batalha de Argel, 121min


06/03 (sexta)
16h - Sessão Retratos de Mulheres, Retratos da Negritude (Abertura do Teatro Negro em Paris + Retrato de uma mulher africana + Christiane Diop + Primeiro Encontro Internacional das Mulheres Negras + Assia Djebar + Ana Mercedes Hoyos – Pintora + Louis Aragon – Uma máscara em Paris), 56min
17h30 - Sessão Curtas de Sara Gomez (Na outra ilha + Uma ilha para Miguel + Ilha do tesouro), 71min


07/03 (sábado)
16h - Sessão Poesia em Movimento (Louis Aragon, uma máscara em Paris + René Depestre, poeta haitiano + Léon G. Damas), 49min
17h30 - Aimé Césaire, um homem, uma terra, 57min


08/03 (domingo)
15h – Sambizanga, 97min
17h – Sessão Sarah Assistente (Elas + O Legado da Coruja), 48min


09/03 (segunda)
18h30 - Prefácio a Fuzis para Banta, 25min


11/03 (quarta)
18h – Ôrí, 100min


12/03 (quinta)
18h - Sessão Retratos de Mulheres, Retratos da Negritude (Abertura do Teatro Negro em Paris + Retrato de uma mulher africana + Christiane Diop + Primeiro Encontro Internacional das Mulheres Negras + Assia Djebar + Ana Mercedes Hoyos – Pintora + Louis Aragon – Uma máscara em Paris), 56min


13/03 (sexta)
16h - O Hospital de Leningrado, 59min


14/03 (sábado)
17h - E os cães se calavam + Aimé Césaire, a máscara das palavras, com comentários de Nathanaël Arnould (INA-França), 60min


15/03 (domingo)
15h – Sessão Curtas de Sara Gomez (Na outra ilha + Uma ilha para Miguel + Ilha do tesouro, comentada por Nayla Guerra), 71min
17h30 - Monangambééé + Alma no olho, 29min


16/03 (segunda)
17h30 - Sem sol, 140min


18/03 (quarta)
16h30 - Batalha de Argel, 121min (comentada por Tina Beskow).


19/03 (quinta)
18h - E os cães se calavam + Aimé Césaire, a máscara das palavras, 60min


20/03 (sexta)
18h30 - Uma sobremesa para Constance, 59min


21/03 (sábado)
15h - Sessão Curtas de Safira Moreira (Travessia + Nascente + Alágbedé + Da pele prata), 50min
16h - Prefácio a Fuzis para Banta, 25min


22/03 (domingo)
17h - Uma sobremesa para Constance, 59min


Sinopses
FILMES DE SARAH MALDOROR
Abertura do teatro negro em Paris
L'ouverture du théâtre noir à Paris, Sarah Maldoror, 1980, 6 min, França
Reportagem de Sarah Maldoror sobre um novo centro cultural de Paris, dedicado ao teatro negro.


Ana Mercedes Hoyos
Ana Mercedes Hoyos, Sarah Maldoror, 2009, 13 min, França/Colômbia
Documentário dedicado à pintora e escultora colombiana Ana Mercedes Hoyos. Atenta à multiculturalidade colombiana e em especial à presença negra e à história da escravidão na Colômbia, a artista desenvolveu uma relação especial com a população do Palenque de São Basílio, quilombo próximo de Cartagena, considerado o primeiro povo livre das Américas.


Assia Djebar
Assia Djebar, Sarah Maldoror, 1987, 7 min, França
Reportagem televisiva sobre a escritora argelina Assia Djebar, por ocasião do lançamento de seu livro "Sombra sultana". A autora reflete em voz alta sobre as mulheres no mundo árabe, sobre sua relação com o medo, o cerceamento no espaço doméstico e a esperança de ganhar a luz do exterior.


Aimé Césaire, a máscara das palavras
Aimé Césaire, the mask of words, Sarah Maldoror, 1987, 47 mi, Estados Unidos, Martinica
Dez anos após realizar seu primeiro filme em torno do poeta surrealista, dramaturgo, ativista e político martinicano Aimé Césaire, Sarah Maldoror volta a esta figura na ocasião em que recebe uma importante homenagem nos EUA. Ideólogo do conceito de "negritude", na entrevista que concede a Maldoror, Césaire fala de sua trajetória, reflete sobre história, colonialismo, preconceitos e sobre o papel da poesia.


Aimé Césaire - um homem, uma terra
Aimé Césaire - un homme une terre, Sarah Maldoror, 1976, 52 min, França, Martinica
Aimé Césaire foi surrealista, ensaísta, ativista e um dos fundadores do movimento da Negritude, uma corrente artística e política progressista que defendia a cultura negra, fortemente ligada a ideais marxistas e anticoloniais.


Carnaval no Sahel
Un carnaval dans le Sahel, Sarah Maldoror, 1979, 23 min, Cabo Verde
O Carnaval é um evento e uma festividade em que os limites podem ser transgredidos em um contexto repleto de música, sensações e texturas. Neste filme, ele é também o ponto de partida para uma abordagem sobre a história da cultura negra e do colonialismo, com conceitos de identidade e negritude ocupando o centro da cena.


Christiane Diop
Christiane Diop, Sarah Maldoror, 1985, 6 min, França
Reportagem dedicada a Christiane Diop, que comanda a livraria e editora Présence Africaine desde a morte de seu companheiro, Alioune Diop, em 1980. Fundada em 1947 como revista, a Présence Africaine logo expande suas atividades e se torna ponto de convergência de intelectuais negros vindos da África e das Antilhas.


E os cães se calavam
Et les chiens se taisaient, Sarah Maldoror, 1976, 13 min, França
Peça teatral cuja narrativa foca na rebelião de um homem contra a escravização de seu povo, filmada no interior do Musée de l'Homme, em Paris. Com atuações de Gabriel Glissant e Sarah Maldoror.


Em Bissau, o carnaval
Carnival en Guinée-Bissau, Sarah Maldoror, 1980, 13 minutos, Guiné-Bissau. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Um curta-metragem documental que aborda como os habitantes da Guiné-Bissau enxergam sua identidade e cultura negra, tendo como pano de fundo a celebração anual do Carnaval.


Fogo, uma ilha em chamas
Fogo, l'île de feu, Sarah Maldoror, 1979, 23 min, Cabo Verde, França
A Ilha do Fogo, em Cabo Verde, é o cenário deste documentário dos anos 70 produzido pelo governo revolucionário do novo país, no qual a diretora optou por uma abordagem antropológica. O filme lança um olhar belíssimo sobre uma nação no início de sua independência.


Léon G. Damas
Léon G. Damas, Sarah Maldoror, 1995, 24 min, França
Um curta sobre o cofundador da revista L'Étudiant Noir, que promoveu a conscientização cultural negra, colaborador da Présence Africaine, poeta, deputado guianense, representante da UNESCO e combatente da resistência francesa.


Louis Aragon, uma máscara em Paris
Un Masque à Paris: Louis Aragon, Sarah Maldoror, 1978, 13 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Sarah Maldoror entrevista, neste documentário, Louis Aragon, poeta e figura fundamental do surrealismo francês. Ao mesmo tempo, questiona a forma como o movimento surrealista – nos períodos entre e pós-guerra – encarou a questão racial, do “outro” e da afirmação de outras identidades.


Monangambééé
Monangambeee, Sarah Maldoror, 1968, 16 min, Angola
Os abusos dos traficantes de escravos portugueses em sua colônia de Angola são retratados por meio da tortura de um prisioneiro, fundamentada na ignorância e na incompreensão.


O hospital de Leningrado
L'hôpital de Leningrad, Sarah Maldoror, 1983, 58 min, França
Uma história de prisão política ambientada em um hospital psiquiátrico, onde a polícia estatal de Stalin colocava seus opositores. A narrativa é fiel ao texto original, um conto do escritor russo Victor Serge.


Primeiro encontro internacional das mulheres negras
Première rencontre internationale des femmes noires, Sarah Maldoror, 1986, 6 min, França
Reportagem sobre o encontro ocorrido em novembro de 1986, em Paris.


René Depestre, poeta haitiano
René Depestre, poète haïtien, Sarah Maldoror, 1981, 5 min, França
Pequeno documentário sobre René Depestre, poeta e antigo ativista comunista, umas das mais importantes figuras da literatura do Haiti.


Retrato de uma mulher africana
Portrait d'une femme africaine, Sarah Maldoror, 1985, 3 min, França
Reportagem televisia a respeito da imigração de senegaleses para a França. A cineasta acompanha uma jovem cozinheira senegalesa, que trabalha em um centro de acolhimento para trabalhadores estrangeiros.


Sambizanga
Sambizanga, Sarah Maldoror, 1972, 97 min, Angola, França Classificação: 14 anos.
Sinopse: Domingos é membro de um movimento de libertação africano, preso pela polícia secreta portuguesa, após eventos sangrentos em Angola. Ele não trai seus companheiros, mas é espancado até a morte na prisão, e sem saber que ele morreu, sua esposa percorre diversas prisões, tentando em vão descobrir o seu paradeiro.


Uma sobremesa para Constance
Un dessert pour Constance, Sarah Maldoror, 1981, 63 min, França
Nos anos 70, Bokolo e Mamadou, varredores na cidade de Paris, buscam uma maneira de custear o retorno para casa de um de seus companheiros doentes.


FILMES DE OUTROS CINEASTAS

CONSTELAÇÃO SARAH MALDOROR
Filmes em que Sarah Maldoror trabalhou como assistente ou que contêm imagens filmadas por ela


A batalha de Argel
La battaglia di Algeri, Gillo Pontecorvo, 1966, 121 min, Argélia e Itália
Nos anos 1950, o medo e a violência aumentam à medida que o povo da Argélia luta pela independência do governo francês. Sarah Maldoror foi assistente de Pontecorvo nas filmagens.


Elas
Elles, Ahmed Lallem, 1966, 22 min, Argélia
No período pós-independência, estudantes argelinas do ensino médio falam sobre suas vidas e comentam como vislumbram o futuro, a democracia e o seu lugar na sociedade. Sarah Maldoror foi assistente de Lallem nas filmagens.


Sem Sol
Sans soleil, Chris Marker, 1983, 104 min, França
Uma mulher narra os escritos contemplativos de um viajante do mundo experiente, com foco no Japão contemporâneo.

O legado da coruja - Episódio 7
L'héritage de la chouette - "Logomachie ou Les mots de la tribu", Chris Marker, 1990, 27 min, França
Cineastas ensaístas como Marker e Godard adoram jogos de palavras. Aqui, conforme as imagens mostram como vocábulos de origem grega permeiam a nossa mídia, as placas de rua e até mesmo os grafites, mergulhamos, sob uma perspectiva semiótica, nas bases da própria fala.


Prefácio a Fuzis para Banta
Préface à Des fusils pour Banta, Mathieu Kleyebe Abonnenc, 2011, 28 min, França
Uma elegia ao filme perdido de Sarah Maldoror, "Fuzis para Banta", filmado em 1970 na Guiné-Bissau, durante a guerra de independência e confiscado durante a montagem, na Argélia. Abonnenc estrutura seu filme em torno das fotografias de cena, das anotações do roteiro e de conversas com Sarah Maldoror.

GENEALOGIA IMAGINATIVA
Filmes que apresentam proximidade estética e política com a obra de Sarah Maldoror

Alma no olho
Alma no olho, Zózimo Bulbul, 1973, 11 min, Brasil
Metáfora sobre a escravidão e a busca pela liberdade por meio da transformação interna do ser, em um jogo de imagens de inspiração concretista.

Ôrí
Ôrí, Raquel Gerber, 1989, 100 min, Brasil
Um olhar sobre o movimento negro brasileiro entre 1977 e 1988, a partir da relação entre o Brasil e a África.

Cais
Cais, Safira Moreira, 2025, 70 min, Brasil
Dois meses após o falecimento de sua mãe Angélica, Safira viaja em busca de encontrá-la em outras paisagens. Num curso fluvial, o filme percorre cidades banhadas pelo Rio Paraguaçu, na Bahia, e pelo Rio Alegre, no Maranhão, para imergir em novas perspectivas sobre memória, tempo, nascimento, vida e morte.

Curtas de Safira Moreira

Travessia
Travessia, Safira Moreira, 2017, 5 min, Brasil Articulando poesia, arquivos fotográficos e encenação, Safira Moreira problematiza de forma poética a ausência ou dificuldade de permanência das imagens das pessoas negras.

Nascente
Nascente, Safira Moreira, 2020, 6 min, Brasil
Quatro mulheres e uma criança, reunidas em numa casa em Salvador, em agosto de 2020. Apesar das restrições pandêmicas, tudo ali flui como um rio correndo nas matas, em uma energia etérea e misteriosa.

Alágbedé
Alágbedé, Safira Moreira, 2021, 12 min, Brasil
Ogum, orixá yiorubá. Quando se manifesta sob o epíteto de Alágbedé, estão ressaltam-se suas habilidades com a forja, o fogo e os metais. Senhor das técnicas e das tecnologias – desceu à Terra para ensinar aos seres humanos a metalurgia.

Da pele prata
Da pele prata, Safira Moreira, 2025, 27 min
Neste filme dedicado aos seus pais, Angélica Moreira, pedagoga e idealizadora do Ajeum da Diáspora, e Chico da Prata, ourives especializado em joias com temática relacionada ao candomblé, Safira Moreira retoma, sob uma perspectiva diversa de Travessia (2017), a construção de um percurso breve, mas profundo, sobre a história da sua família.


Curtas de Sara Gómez

Ilha do tesouro
Isla del tesoro, Sara Gómez, 1969, 9 min, Cuba
Uma curta evocação poética de Sara Gómez sobre a Ilha de Pinos, a ilha onde Fidel Castro foi preso por Batista e onde a revolução constrói uma nova sociedade. O filme apresenta uma justaposição da prisão Presídio Modelo com a produção de cítricos.


Uma ilha para Miguel
Una isla para Miguel, Sara Gómez, 1968, 22 min, Cuba
Miguel, um de 12 filhos oriundos de um bairro pobre de Havana, é enviado pela família para a "Isla de Pinos", para se tornar um novo homem. Gómez aponta a sua câmara para este território, para onde os marginalizados (jovens, negros, pobres, homossexuais, religiosos, hippies) eram enviados para trabalho e reeducação forçados.

Na outra ilha
En la otra isla, Sara Gómez, 1968, 41 min, Cuba
Sara Gómez entrevista habitantes da Ilha da Juventude, em Cuba (então conhecida como Ilha de Pinos), capturando suas perspectivas sobre diversas questões sociais.


Serviço
Retrospectiva: "O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror" no CCBB/SP
Evento organizado por: Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo
Endereço: R. Álvares Penteado, 112, entre metrô Anhangabaú, São Bento e Sé.
Telefone: +55 11 4297-0600
Centro Histórico de São Paulo, São Paulo - SP - 01012-000.
Abrir no Google Maps.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

4×100 - Correndo por um Sonho - Brasil, 2021

 

4x100 - Correndo por um Sonho, é um filme brasileiro do gênero drama de 2021. Dirigido por Tomas Portella, o filme conta a história de uma equipe de atletas que perde uma disputa na final das Olímpiadas do Rio e agora têm a chance de voltar ao sucesso. É protagonizado por Thalita Carauta, Fernanda de Freitas, Priscila Steinman, Roberta Alonso e Cintia Rosa. No Brasil, foi lançado pela Imovision nos cinemas em 24 de junho de 2021.

Sinopse
A vida de uma equipe de atletas brasileiras é marcada por uma grande derrota na final olímpica da modalidade de revezamento 4x100 da Rio 2016. Após três anos do fracasso, Maria Lúcia (Fernanda de Freitas), a atleta responsável pela eliminação da equipe, continua sendo destaque no atletismo e brilhando na mídia. Enquanto isso, Adriana (Thalita Carauta), que trabalhou duro na competição, leva uma vida frustrada vivendo de pequenas lutas de MMA. Agora, em uma nova edição das Olímpiadas, em Tóquio, a equipe tem uma nova chance para reescrever essa história. Essa dupla terá que que conseguir deixar suas desavenças de lado e trabalhar em grupo.

Produção
A ideia de fazer um filme sobre atletas foi da atriz Roberta Alonso, a qual interpreta umas das atletas protagonistas, que levou até a produtora Gullane Filmes. O primeiro roteiro foi escrito por Caroline Fioratti e Carlos Cortez, que veio a falecer antes da estreia do filme.

As cenas de competições de atletismo foram gravadas entres as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Já as gravações da grande final foram feitas em Tóquio, por inspiração nas Olimpíadas de Tóquio de 2021. Ao todo, foram 4 dias de gravações na capital japonesa.

Thalita Carauta disse, em entrevista à Folha de S.Paulo, ter se lesionado durante as gravações intensas de cenas de corrida. Ela afirma ter contado com o recurso de efeitos visuais.

Elenco
Ator/Atriz = Personagem
Thalita Carauta - Adriana Santos (Dri)
Fernanda de Freitas - Maria Lúcia Junqueira (Malu)
Cintia Rosa - Jaciara Souza (Jacirão)
Roberta Alonso - Rita Ferreira
Priscila Steinman - Beatriz Schneider (Bia)
Augusto Madeira - Victor Ferreira

Participações especiais
Zezé Motta - Dra. Bruna
Kauê Telloli - PD
Marat Descartes - Eduardo "Edu" Uchôa
Cláudio Jaborandy - Seu Zé

Elenco de Apoio
Bruno Bellarmino - Marcelinho
Maurício de Barros - Marquinhos
Caio Gullane - Apresentador do Talk Show
Won Gisele - Atleta
Willians Mezzacapa - Homem na balada
Leandro Cunha  - Diretor de uma campanha publicitária
Maria Helena Chira - Médica plantonista
Isa Esaudito - Filha de Rita
Samuel de Castro - Assaltante

Coprodução
Globo Filmes
Telecine Play
RAM
SPVILHENA

Lançamento
O filme tinha previsão de estreia para o segundo semestre de 2020, mas em razão do avanço da pandemia de COVID-19, teve que ter seu lançamento adiado. Em maio de 2021, foi anunciado que o filme iria aos cinemas em 24 de junho de 2021.